Dependência Química. O que é e como lidar?

A Dependência Química é uma doença recorrente que se apresenta em diferentes níveis de intensidade, como determina a Organização Mundial de Saúde (CID 10 – F10 ao 19).

Uma patologia que pode ser controlada e tratada para, assim, possibilitar qualidade de vida ao seu portador. Para isso, é preciso um plano de tratamento com profissionais da área da saúde especializados.

A dependência atinge as pessoas de diferentes formas, por diferentes motivos e momentos de vida distintos. Por exemplo, um jovem que usa drogas para se divertir e um adulto que se alivia de uma ansiedade ou depressão com bebidas alcoólicas. Ainda há fatores biológicos e psíquicos que determinam o seu diagnóstico, por isso, não há um único jeito de tratar a dependência.

O plano de tratamento está relacionado ao nível de dependência química que o paciente apresenta: LEVE, MODERADA ou GRAVE

Enquanto nos casos mais graves, faz-se necessária uma intervenção com um período de internação continuada; há situações em que é plenamente possível a recuperação com o plano de tratamento ambulatorial, ou seja, sem ter necessidade de internar o dependente químico.

Estes critérios de avaliação do paciente são fundamentais para o sucesso na recuperação. A família deve contar com a experiência dos profissionais para orientá-la ao tratamento ideal.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA LEVE Características comuns:

O uso habitual começa a afetar a vida do usuário, porém ainda mantém vínculos importantes como trabalho, estudos e o seu relacionamento social e familiar estão relativamente estáveis.

LEVE Comportamento sobre o problema: Entende que está exagerando e precisa de suporte profissional para controlar a situação. Pode estar motivado à mudança.

Hospital Dia Tratamento indicado: Nestes casos não há necessidade de internar o paciente. Estes vínculos preservados serão fatores importantes para o sucesso no tratamento ambulatorial. Neste modelo, o paciente é atendido individualmente e escolhe os dias e horários. O projeto terapêutico inclui processo de desintoxicação, medicamentos fitoterápicos, psicoterapia e avaliação psiquiátrica.

MODERADA DEPENDÊNCIA MODERADA Características comuns:

Falta de comprometimento com horários, trabalho e atividades cotidianas. Abusos e exageros no consumo de álcool ou drogas. Sofre alterações de humor repentinas pela abstinência.

MODERADA Comportamento sobre o problema: Pode apresentar pré-disposição ao tratamento por incentivo de familiares, amigos ou empregador.
Tratamento indicado: Há necessidade do afastamento do núcleo de influência e precisa de maior período para desintoxicação, desta forma o tratamento tem a primeira etapa em regime de internação continuada. Em seguida, este paciente recebe o acompanhamento ambulatorial para previnir as recaídas e ter suporte terapêutico para reorganizar sua nova rotina. Em alguns casos é possível a recuperação apenas com o plano de tratamento ambulatorial.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA GRAVE Características comuns:

Apresenta sinais (físicos e comportamentais) que não pode viver sem usar drogas ou álcool. Negligência total de vida social, familiar e profissional. Perda momentânea da capacidade de decisão e discernimento.

Comportamento sobre o problema: Rejeita qualquer possibilidade de ajuda profissional. Perda da liberdade de escolha. Negligência da vida familiar e social.

Internação Involuntária Tratamento indicado: Pode ser necessária a intervenção involuntária com internação continuada. O paciente é levado à clínica por equipe de resgate , em seguida passa por período de desintoxicação, avaliação de médicos clínicos e psiquiatras para reabilitação física e mental. Inicia o projeto terapêutico em atividades com sessões de psicoterapia individual e em grupos. Após a internação, o paciente deve prosseguir seu tratamento com o acompanhamento psicoterapêutico em nossas clínicas ambulatoriais.

Tratamento

Dependência Química

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